quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Engolindo o Orgulho

De volta ao palco
Um palhaço gira ao redor de uma bailarina risonha
Sons de trombetas celestes
Oque há de errado?
Isto não é um circu


De volta ao palco
Um sapateador acompanha uma pianista que sapateia
Sons de asas caindo ao chão
Oque há de errado?
Isto não é um espetaculo


De volta ao palco
O Artista enterpreta melhor que nunca
O som da sua voz e como a neve
Oque há de errado?
Isto não é um show


Fora do palco
O garoto perde seu orgulho
Sons não idêntificados com cores fortes
Pintando, desenhando, escrevendo
Más não para voltar ao palco
Para voltar ao amor.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Despertar

Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que gostar era só conseguir ver, e desgostar e não amar era não mais conseguir ver, entende?e se agora eu não gosto como antes deve ser exatamente porque deixei de ver aquelas coisas todas que eu via antes. Não vou mais apostar tudo em apenas um bilhete, quero que apostem em mim também...acho que finalmente eu acordei para a a vida e acho que a coisa mais importante que você pode aprender é " simplesmente amar e em troca amado ser''.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Eu odeio

Eu odeio sua pele com espinhas. Eu odeio seu modo de olhar. Eu  sua voz desafinada. Eu seus lábios lábios. Eu odeio seu beijo. Eu odeio suas mãos mal cuidadas. Eu odeio seu cabelo ruim. Eu odeio seu sorriso cínico. Eu odeio sua respiração. Eu odeio esse seu medo infantil. Eu odeio seu jeito. Eu odeio como você parte um coração sem se importar!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Desgosto

Tudo começa com uma cena boa. Até você perceber que está dando murro em pontas de faca novamente. Depois de tanta gente sendo falsa com você, acabamos desnecessariamente desconfiando do que não devia. Aí seus fantasmas começam a te assombrar novamente,com todos aqueles sorrisos perdidos. Eu não preciso que sintam pena ou tenham compaixão, nunca precisei. Eu mesmo me atirei à guilhotina. Mente embaraçada, infântil. Corro em pontes batendo a cabeças em muros que construí. Simplesmente não há lugar ou para quem correr. Então eu pulo da ponte. Do precipício sem profundidade. Talvez um dia alguém me pesque. Mas agora vou enganar minha mente com tarjas pretas. Com sorte cairei em algum lugar menos ruim. A Sala de Jantar?... Os quadros estão quebrados, rasgados, a taça no chão quebrada com um vinho tinto manchando o tapete persa branco... Não há talheres. Não há alguém. Apenas uma vela permitindo ver toda a destruição e desordem. Você não entende isto e eu também não.