segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Desgosto
Tudo começa com uma cena boa. Até você perceber que está dando murro em pontas de faca novamente. Depois de tanta gente sendo falsa com você, acabamos desnecessariamente desconfiando do que não devia. Aí seus fantasmas começam a te assombrar novamente,com todos aqueles sorrisos perdidos. Eu não preciso que sintam pena ou tenham compaixão, nunca precisei. Eu mesmo me atirei à guilhotina. Mente embaraçada, infântil. Corro em pontes batendo a cabeças em muros que construí. Simplesmente não há lugar ou para quem correr. Então eu pulo da ponte. Do precipício sem profundidade. Talvez um dia alguém me pesque. Mas agora vou enganar minha mente com tarjas pretas. Com sorte cairei em algum lugar menos ruim. A Sala de Jantar?... Os quadros estão quebrados, rasgados, a taça no chão quebrada com um vinho tinto manchando o tapete persa branco... Não há talheres. Não há alguém. Apenas uma vela permitindo ver toda a destruição e desordem. Você não entende isto e eu também não.