sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Sem Título
No meu silencio eu me encontro, no meu pranto derramando a última lágrima. Na minha sala minha melhor amiga se chama solidão. É uma rotina girando em sincronia,e eu esperando que uma bala atinja a parede de vidro e me deixe escapar de toda essa má alimentação. O cão no penhasco apenas uiva, ele é solitário, vive a espera de seu dono. Seu uivo, seu uivo carrega o vazio. Mas seus olhos continuam vendo alem do horizonte, ele parece ter pequenos vestígios de esperança e fé, mesmo sabendo que nada vai mudar. Por dentro um mar profundo, ás vezes ele saí, mas caminha apenas sobre as trevas. Como se o céu caísse penas e chovesse perdão trazendo a dor e suas lágrimas, queria ele sentir mais dor por fora do que por dentro. Apedrejado, caído e cansado. Mas ele se cura tão rápido. O que não se cura são as cicatrizes que ficaram em sua alma. Na beira do precipício, alvejando o céu, Ele sente o vento em sua orelhas, a tarde é vermelha e não há lua no céu. Mas como ela nem pode lhe vir visitar lhe? O cão se atirou do penhasco. Uma pessoa apareceu procurando pelo seu cão perdido.